O espetáculo

“ô abre alas que eu quero passar…
— Chiquinha Gonzaga”
O Espetáculo

Em 2022 e 2023 o espetáculo representou o Brasil no 35° Festival de Teatro da Tunísia., no 24 Hours Non Stop Théàtre In El Kef e na Jornada da Língus Portuguesa, na Tunísia.
Espetáculo-festa interativo
Meu Boizinho quer brincar
Um espetáculo interativo e lúdico que transporta a plateia para o meio de um folguedo da cultura popular brasileira (carnaval ou festa junina) com máscaras, bonecos, bichos interativos, guerra de confete e serpentina, quadrilha e muitas tradições carnavalescas em diversas regiões do Brasil.
Sinopse
Catarina é uma menina que ama Carnaval. Com seu amigo Boizinho (de Bumba-meu-boi), ela viaja por uma série de tradições (carnavalescas ou juninas), levando a plateia, pais e crianças a participar interativamente de várias brincadeiras da festa.
O espetáculo inclui a tradição do Bumba-meu-boi com seus personagens, como a palhaça Catirina, os Bonecos de Olinda, com o Homem-da-meia-noite, a Mulher-do-meio-dia e o Bebê-da-madrugada, marchinhas antigas, quadrilha, entrudos de confete e serpentina, e muito mais.
Venha brincar com a gente!!!
Justificativa
A Palco Cia. de Teatro, desde sua origem, direciona seus trabalhos na busca de uma linguagem capaz de mesclar pesquisa à valorização da Cultura Popular, saberes ricos que, acreditamos, são a chave para a descoberta da identidade artístico-cultural do povo brasileiro.
“O Brasil não conhece o Brasil”, jargão já há muito utilizado, mas, a cada dia mais pertinente. Nada se sabe, talvez devido a nossa imensa extensão territorial, ou mesmo devido às bases de nossa educação; do “povo pintor” (nossos ancestrais mais longínquos que há 500 séculos chegaram ao nordeste), e, muito pouco ainda o brasileiro conhece dos artesãos do Auto do Moura- em Caruaru, dos Mestres Fandangueiros da Ilha dos Valadares- no PR, do enredo do Bumba-Meu-Boi, das máscaras rituais indígenas que remontam a um teatro anterior à José de Anchieta, da Marujada, de lendas como a Cumacanga (do norte do Brasil), dos embates cênicos e dramáticos de mouros e cristãos nas Cavalhadas. Enfim, de uma cultura popular cuja riqueza inestimável, em si só, já fundamenta qualquer iniciativa cultural que se utilize desta, como fio condutor de trabalho, pesquisa, resgate e consequente “empoderamento” desta por quem lhe tem por direito: O Povo brasileiro.
Calcado no amadurecimento de pesquisas em andamento há mais de 15 anos (Prêmio Culturas Populares por duas vezes consecutivas, além de suplência em 2019), e, que têm como ponto de partida a inspiração no trabalho de grandes mestres da cultura popular brasileira, coordenados pelo renomado folclorista Inami Custódio Pinto (falecido em 2017), o Projeto “Meu Boizinho quer Brincar” aborda o Carnaval a partir de seu viés de multiplicidade cultural dentro do vasto território de nosso País.
Assim, o presente projeto passeia pelas Brincadeiras Carnavalescas, remontando sua origem no período colonial, com o entrudo (brincadeira de origem portuguesa em que as pessoas saíam às ruas sujando umas às outras – proibida em 1841, continuou até meados do século XX), passando não só pelas tradições musicais dos cordões e ranchos, festas de salão, corsos, escolas de samba, afoxés, frevos, maracatus, marchinhas, sambas; mas, também por manifestações “cênicas” que fazem da festa uma colcha de retalhos que remontam a vastidão do território brasileiro, bem como suas veias étnicas de origem: Bois de Carnaval (cuja origem, em Recife, remonta o Boi Misterioso de Afogados, liderado pelo Capitão Antônio Pereira, em 1940) e os Carnabois (Amazonas), Bonecos Gigantes de Olinda, o Carnaval dos Caiporas (Em 1962, João Justino criou a troça carnavalesca Os Caiporas – em Pesqueira, no Sertão Pernambucano), a tradição do Bate-bola, Clóvis ou rodado, no subúrbio (Zonas Norte e Oeste, e Baixada Fluminense) do Rio de Janeiro, a Festa do Mascarado Fobó (tendo em Fobó a sua figura central no carnaval de Óbidos, patrimônio cultural do estado do Pará), a Folia do Papangu, tradicional carnaval de Bezerros – PE, entre outros.
Comentários
Postar um comentário